O que valoriza um imóvel? 8 fatores para observar antes de comprar
Paulo Celles Imóveis

Ao escolher um imóvel, é natural pensar primeiro em localização, tamanho, número de quartos ou acabamento. Mas, para quem também quer fazer uma escolha que preserve ou aumente o valor do patrimônio ao longo dos anos, surge outra pergunta importante: o que valoriza um imóvel?

A valorização imobiliária não depende de um único aspecto, e muito menos pode ser garantida. Ela é resultado de uma combinação de fatores relacionados ao próprio imóvel, ao condomínio, à localização e às transformações do mercado e da região ao longo do tempo.

Por isso, seja para morar ou investir, observar o potencial de valorização antes da compra pode ajudar a tomar uma decisão mais consciente.

A seguir, reunimos 8 fatores que podem influenciar a valorização de um imóvel e que merecem entrar na sua análise.

 

1. Localização continua sendo um dos principais fatores que valorizam um imóvel

Não é por acaso que localização é uma das primeiras características consideradas na avaliação de um imóvel.

Bairros consolidados, com boa infraestrutura e procura constante, tendem a despertar interesse de diferentes perfis de compradores e inquilinos. Mas isso não significa que apenas os endereços tradicionalmente valorizados mereçam atenção.

Regiões em transformação também podem apresentar potencial de valorização, especialmente quando recebem novos empreendimentos, melhorias de mobilidade, serviços e investimentos urbanos.

Em Curitiba, por exemplo, vale observar não apenas o bairro, mas também a localização específica dentro dele. Duas ruas relativamente próximas podem proporcionar experiências bastante diferentes em relação a trânsito, ruído, comércio, mobilidade e facilidade de acesso.

Portanto, ao avaliar a localização, procure entender tanto como é viver naquela região hoje quanto quais transformações estão acontecendo no entorno.

 

2. Infraestrutura e serviços disponíveis no entorno

Uma boa localização está diretamente relacionada à praticidade que ela oferece no dia a dia.

Supermercados, escolas, hospitais, farmácias, restaurantes, academias, parques, transporte público e outros serviços próximos podem tornar um endereço mais conveniente e, consequentemente, mais procurado.

A possibilidade de resolver parte da rotina a pé também pode ser um diferencial, especialmente em regiões urbanas consolidadas.

Mais do que contar quantos estabelecimentos existem nas proximidades, porém, é interessante pensar no perfil do imóvel.

Um studio próximo a universidades, centros empresariais e serviços pode atender muito bem determinado público. Já uma casa maior pode se beneficiar da proximidade de escolas, parques e estruturas voltadas às famílias.

A valorização está, muitas vezes, relacionada à conexão entre o imóvel, sua localização e as necessidades de quem procura aquela tipologia.

 

3. Uma boa planta pode fazer diferença

Metragem é importante, mas não conta toda a história.

Dois apartamentos com a mesma área privativa podem proporcionar experiências completamente diferentes dependendo da distribuição dos espaços.

Uma planta bem resolvida aproveita melhor os metros quadrados disponíveis, evita áreas pouco funcionais e facilita a adaptação do imóvel às diferentes fases da vida.

Ambientes integrados, boa circulação, espaços para armazenamento e possibilidade de adaptar um quarto para escritório, por exemplo, podem ampliar o número de pessoas interessadas naquele imóvel no futuro.

Por isso, antes de olhar apenas para a quantidade de metros quadrados, observe como eles são utilizados.

 

4. Posição solar, iluminação e ventilação

Características que influenciam o conforto diário também podem interferir na percepção de valor de um imóvel.

A entrada de luz natural, a ventilação e a orientação das janelas ajudam a determinar como os ambientes se comportam durante o dia e ao longo das estações.

Em Curitiba, onde as variações de temperatura fazem parte da rotina, a posição solar costuma receber atenção especial durante a escolha de um imóvel.

Mas não existe uma orientação universalmente melhor para todos. Face norte, leste e oeste apresentam características diferentes, e a escolha depende também dos ambientes, da presença de construções vizinhas e das preferências dos moradores.

Já falamos com mais detalhes sobre esse assunto em nosso conteúdo sobre face norte, leste ou oeste e como escolher a posição solar do imóvel.

O importante é não deixar esse aspecto para ser percebido somente depois da mudança.

 

5. Estado de conservação e qualidade construtiva

Um imóvel bem cuidado tende a causar uma impressão melhor desde a primeira visita, mas a análise deve ir além da aparência.

Instalações elétricas e hidráulicas, esquadrias, revestimentos, impermeabilização, estrutura e qualidade dos materiais utilizados podem interferir nos custos futuros de manutenção e reforma.

Em imóveis usados, é importante observar o estado de conservação tanto da unidade quanto do edifício.

Nos imóveis novos, vale analisar a qualidade do projeto, dos materiais e das soluções construtivas adotadas.

Uma reforma também pode agregar valor, principalmente quando melhora a funcionalidade do imóvel e atualiza ambientes importantes, como cozinha e banheiros. Porém, nem toda intervenção necessariamente terá retorno proporcional ao investimento realizado.

 

6. Estrutura e conservação do condomínio

Quando falamos em apartamentos, não basta avaliar apenas o que existe da porta para dentro.

A conservação das áreas comuns, a segurança, os elevadores, a garagem e a administração do condomínio também fazem parte da experiência de morar e podem influenciar a atratividade de uma unidade.

Nos empreendimentos mais recentes, estruturas como academia, coworking, salão de festas, espaço gourmet, brinquedoteca, lavanderia compartilhada e áreas destinadas aos pets se tornaram mais comuns.

Mas quantidade de áreas de lazer não é sinônimo automático de valorização.

O mais importante é entender se a infraestrutura é coerente com o perfil do empreendimento e com as pessoas que normalmente procuram imóveis naquela região.

Também é recomendável considerar os custos envolvidos. Uma estrutura muito completa pode ser interessante para quem pretende utilizá-la, mas também pode impactar o valor do condomínio.

 

7. Diferenciais que tornam o imóvel menos comum

Algumas características ajudam um imóvel a se destacar entre outras opções semelhantes disponíveis na mesma região.

Uma boa vista, vagas de garagem livres, varanda ampla, terraço, área gourmet, pé-direito diferenciado ou uma área externa privativa são exemplos.

É aqui que entram também tipologias específicas, como o apartamento garden.

Para quem valoriza um espaço ao ar livre, um garden bem projetado pode oferecer uma experiência que um apartamento convencional não proporciona. Porém, fatores como privacidade, incidência solar, drenagem e regras do condomínio precisam ser avaliados.

Se essa tipologia estiver entre suas opções, vale conferir também nosso artigo “Apartamento garden: o que saber antes de comprar um”, no qual explicamos as vantagens e os principais cuidados antes da escolha.

O ponto central é que um diferencial tende a ser mais relevante quando ele é realmente funcional, e não apenas um item adicional na descrição do imóvel.

 

8. Oferta e procura por aquele tipo de imóvel

Este é um fator menos visível durante uma visita, mas muito importante para entender o que valoriza um imóvel.

O valor de uma propriedade também é influenciado pela relação entre a quantidade de imóveis disponíveis e o número de pessoas interessadas naquele tipo de produto.

Por isso, é importante observar quem costuma procurar imóveis naquela região.

Famílias? Estudantes? Jovens profissionais? Pessoas buscando imóveis compactos? Compradores de alto padrão?

Um imóvel alinhado à demanda existente tende a encontrar um público mais definido tanto na venda quanto na locação.

Essa análise é especialmente importante para quem compra com objetivo de investimento.

Um imóvel pode ser excelente para determinado estilo de vida, mas isso não significa automaticamente que seja a melhor escolha para gerar renda com aluguel.

Esse assunto se conecta diretamente ao nosso conteúdo sobre studio para investir, no qual abordamos fatores como localização, perfil do público, condomínio e estratégia de locação.

 

Imóvel novo ou usado: qual tem maior potencial de valorização?

Essa dúvida é comum, mas não existe uma resposta válida para todos os casos.

Um imóvel novo pode trazer plantas mais alinhadas às demandas atuais, infraestrutura moderna, tecnologias recentes e menor necessidade inicial de manutenção.

Já um imóvel usado pode oferecer metragem maior, localização consolidada e possibilidade de negociação ou modernização.

Em ambos os casos, o potencial de valorização depende do conjunto.

Um imóvel antigo bem localizado, conservado e com uma boa planta pode continuar bastante procurado. Da mesma forma, um lançamento precisa ter localização, projeto e posicionamento coerentes para se destacar no mercado.

Por isso, novo ou usado deve ser apenas um dos critérios da decisão, e não a resposta isolada sobre qual imóvel tende a valorizar mais.

 

Como saber se um imóvel tem potencial de valorização?

Não existe uma fórmula capaz de prever exatamente quanto um imóvel irá valorizar nos próximos anos.

Mudanças econômicas, oferta de crédito, desenvolvimento urbano, novos empreendimentos e comportamento dos compradores podem alterar as condições do mercado.

O que é possível fazer é reunir informações para tomar uma decisão mais fundamentada.

Antes de comprar, procure analisar:

  • histórico e características da região;
  • infraestrutura existente e possíveis transformações no entorno;
  • procura por imóveis semelhantes;
  • qualidade da planta e do empreendimento;
  • conservação;
  • posição solar e ventilação;
  • diferenciais em relação a outros imóveis próximos;
  • perfil de quem costuma comprar ou alugar naquela localização.

No artigo “O que perguntar ao corretor antes de comprar um imóvel”, reunimos alguns pontos importantes que podem ajudar nessa etapa.

 

Comprar para morar e comprar para investir exigem o mesmo olhar?

Não necessariamente.

Quem compra para morar pode atribuir muito valor a características extremamente pessoais: proximidade da família, tamanho do quarto, presença de um jardim, determinada vista ou até a sensação que teve ao entrar no imóvel.

E isso faz parte de uma boa escolha.

Para investimento, entretanto, é importante tentar olhar o imóvel também pela perspectiva do mercado.

A pergunta deixa de ser apenas “eu moraria aqui?” e passa a incluir “existe procura por um imóvel como este?”

Por isso, fatores como liquidez, demanda por locação, perfil do público e custos de manutenção ganham ainda mais importância.

 

Afinal, o que mais valoriza um imóvel?

Localização continua sendo um dos fatores mais relevantes, mas a valorização imobiliária é resultado de um conjunto de características.

Um bom endereço aliado a uma planta funcional, iluminação natural, conservação, infraestrutura adequada e diferenciais desejados pelo mercado pode tornar um imóvel mais atrativo ao longo do tempo.

Por outro lado, comprar pensando somente em uma promessa de valorização pode levar a uma análise incompleta.

Antes de decidir, vale olhar para o imóvel de forma ampla: como ele atende às necessidades de hoje e quais características podem continuar despertando interesse no futuro?

Na Paulo Celles Imóveis, nossa equipe conhece diferentes regiões e perfis de imóveis em Curitiba e pode ajudar você a avaliar as opções de acordo com seus objetivos, seja para morar ou investir.

Está procurando um imóvel em Curitiba? Converse com nossos corretores e encontre opções que façam sentido para o seu momento e seus planos.